
Ninguém tem esse direito. Pelo menos é o que eu penso. Pelo menos eu não o faço a ninguém.
Ah, mas quê? Já se sabe como é. Brincam com as pessoas como de bonecos se tratassem. Onde lhe arrancam o coração, separam a cabeça da mente. E no fim, o que era um boneco bem composto, perdeu o sentido. Já não tem coração para sentir. Nem cabeça para distinguir. Distinguir o que é real e o que não é. E tudo o que vier é mau, péssimo... Excepto uma única coisa, a que esperamos ouvir, sentir ou gozar. Umas palavras, um gesto, uma brincadeira... Uma(s) única(s) coisa(s) tão poderosas que faziam bom ou mesmo excelente o que até aqui era mau ou péssimo.
Dá-se muita importância a certas coisas e outras certas pessoas. Demasiada importância que até nos esquecemos o quão importante somos nós, para nós próprios.
Felizmente há uns quantos, poucos mas bons, amigos que me chamam a atenção para essa minha realidade. Mas parece que se aplica o ditado "Pior que o cego, só mesmo aquele que não quer ver."
Há quem veja a vida como uma peça de teatro. E eu também a vejo assim: o encenador, as personagens, o ambiente e a história. Nesta peça eu sou o encenador. Ironicamente não sou eu que dirijo a peça. As personagens que me rodeiam e o ambiente onde se desenrola a história faz e dirige a minha peça. Ambiente esse hipócrita.
E no fim, graças a isso e a essas, vivemos como se não fossemos morrer e acabamos por morrer como se não tivéssemos vivido.
E isto deixa-me triste.
Achei piada quando alguém me disse que fez o que fez porque eu era um "monstro". Aparentemente não sou o único. E vives cercada por esses monstros. Irás reparar nisso, eventualmente.
Eu vivo rodeado desses monstros. Sei porque nos reconhecemos uns aos outros.
E por hoje já chega. Porque já perdi a vontade de qualquer coisa, neste momento.
Para todo o sempre.
este texto é lindo...
ResponderEliminarparabens