quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Maré ...


Bem, parece que ultimamente ando a postar ao som desta ou daquela música.
Talvez seja uma maneira de me enquadrar numa escrita mais leve mas profunda. Numa escrita ao sabor do vento. Ao ritmo das badaladas.

Hoje a música que ouço vezes sem fim, sem nunca me enjoar retrata a música da minha vida. Ou pelo menos uma das músicas da minha vida. Sim, porque quem tem uma vida que quase dá para fazer um filme, uma música só não chega. Bem, chega de falar de música para aqui e para "acoli".

Vou falar daquilo que me traz aqui hoje...

Damn it, afinal o que é que me traz aqui, mesmo ? Não vos sei dizer. Acho que é um tudo e um nada que faz pouco ou nenhum sentido. Era suposto eu já ter tomado um rumo, já saber bem aquilo que quero daqui em diante. Não em termos de profissão, não em termos de vivências futuras. Mas daquilo que realmente há muito procuro resposta.

Mas rumo? Qual rumo? Sempre que o rumo é num sentido eu navego em sentido contrário. Acho que sempre fui de remar contra a maré. E, por isso, sinto é que estou cansado. Estou cansado de remar sozinho para agradar a esta ou aquela pessoa. Mas não dá para agradar a gregos e troianos.

Vou tentar ser como um comum mortal. Vou remar com eles. Vou até ao infinito. Se todos navegam para lá é porque têm razão para o fazer. Porque é que eu hei-de ser diferente?

Tenho de me desligar de coisas e de pessoas. Para que remar não seja com intenção de agradar ninguém se não a mim ou àqueles que merecem o esforço.


E como palhaço de sempre, estou aqui quando não tiverem mais ninguém. Já vai sendo hábito.


Àqueles que não se enquadram neste texto, é porque razões de queixa não tenho.





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